Hoje se completa 1 ano que iniciamos o projeto MetaSorocaba, onde pretendíamos oferecer oficinas de Metareciclagem com ênfase em Software Livre e reapropriação tecnológica aos jovens do bairro Nova Esperança em Sorocaba.
No início era 25 jovens, em uma sala de aula na escola Joaquim Izidoro Marins – JIM no bairro Vila Angélica.
Mas que graças aos esforços dos mesmos, em menos de três meses já tinham uma conseguido que a idéia se ampliasse a mais de 100 jovens, além de terem uma estrutura própria para o projeto com o apóio da Prefeitura de Sorocaba.
Poderia escrever o nome da cada jovem, parceiro do projeto, mas só quero deixar o meu abraço e os sinceros carinhos a todas pessoas que fizeram parte ( e fazem) deste projeto e que a cada dia seja mais valorizado, e lembrem-se que um sonho pode se tornar realidade...vamos que vamos....
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quinta-feira, 30 de outubro de 2008
quarta-feira, 16 de abril de 2008
MetaEspelho
Retornamos com o tema: O que é Metareciclagem?, onde abordaremos o tema nas diversas visões de pessoas que já trabalham nesta área.
A MetaReciclagem é uma rede aberta, que conta com a participação
voluntária de pessoas em diferentes regiões do Brasil desenvolvendo diferentes projetos de apropriação e desconstrução de tecnologia. Em geral são iniciativas auto-gestionadas, que vão desde a criação de espaços para o recebimento de doações de eletrônicos usados até a realização de eventos, oficinas, instalações e intervenções.
As ações de MetaReciclagem articulam-se em rede, não tendo um organismo cental de coordenação. Muitas vezes têm o alcance limitado a poucas pessoas.
Por outro lado, a MetaReciclagem e toda a experimentação realizada nessa rede influenciou o desenvolvimento de grandes programas de inclusão digital, no governo federal, no estado de São Paulo e em algumas administrações municipais. A lista de discussão que concentra a maior parte da articulação da MetaReciclagem conta hoje com mais de 350 pessoas, e calcula-se que alguns milhares já passaram pelos diferentes cursos, oficinas e eventos desenvolvidos com essa perspectiva. Com o tempo aprendemos que na verdade os projetos de MetaReciclagem não se tratam de reciclagem de equipamentos, e sim remanufatura, re-significação ou reinvenção. Uma explicação
alternativa é que se trata de reciclagem "de pessoas", mas essa é uma interpretação mais romântica.
O que acontece com os computadores, ou resíduos eletroeletrônicos?
As diferentes ações de MetaReciclagem propõem diversos usos possíveis para as tecnologias, desde os mais estruturais – utilizar peças de computadores usados para criar espaços de acesso à internet – até aqueles com fins educativos ou experimentais. Algumas dessas iniciativas propõem um deslocamento do uso da tecnologia – propor desvios, usos não previstos pelo fabricante, explorar novas
possibilidades. O mais importante nas ações de MetaReciclagem não é a escala quantitativa, mas as possibilidades que o desconstruir da tecnologia traz em processos criativos, educacionais e de mobilização.
Estamos tratando em um nível que de certa forma é bastante abstrato, mas bastante fácil de apreender justamente por se tratarem de objetos físicos. Em relação à destinação dos resíduos depois dessas ações, não existe nenhuma determinação quanto a isso. Um dos planos futuros é construir uma estrutura online para gerenciar as doações e inventários dos diferentes esporos de MetaRecicagem, com indexação geográfica e acompanhamento de doações, o que facilitaria a agregação de esforços
para encaminhar os resíduos.
Sobre a questão ambiental
Existem várias considerações a se fazer em relação às diferentes variáveis ligadas à questão do e-waste. Eu não acho que exista uma posição absoluta, mas sim a necessidade de busca de equilíbrio. Desde que começamos a MetaReciclagem, nos posicionamos a favor de uma série de princípios – a apropriação de tecnologias, o uso de software livre, a criação de ambientes para o agenciamento de redes distribuídas de inovação, a busca de alternativas econômicas baseadas na livre circulação de informação, a publicação de conhecimento com base em licenciamento livre. Em paralelo a isso, também adotamos desde sempre uma postura crítica em relação à obsolescência programada, à transformação de ferramentas de comunicação em mero fetiche tecnológico e ao desperdício de recursos computacionais. Mas se é desperdício jogar tecnologia funcional ou semifuncional no lixo, por outro lado quanto mais antigo o equipamento, menor sua eficiência no aproveitamento de energia. Em outras palavras: computadores mais antigos tendem a gastar mais energia, e isso também deve ser levado em conta se estamos pensando na questão ambiental como um todo.
Autor:Felipe Fonseca é um dos fundadores da rede MetaReciclagem, que propõe a apropriação crítica de tecnologias de informação para a transformação social.
Fonte: http://efeefe.no-ip.org/blog
A MetaReciclagem é uma rede aberta, que conta com a participação
voluntária de pessoas em diferentes regiões do Brasil desenvolvendo diferentes projetos de apropriação e desconstrução de tecnologia. Em geral são iniciativas auto-gestionadas, que vão desde a criação de espaços para o recebimento de doações de eletrônicos usados até a realização de eventos, oficinas, instalações e intervenções.
As ações de MetaReciclagem articulam-se em rede, não tendo um organismo cental de coordenação. Muitas vezes têm o alcance limitado a poucas pessoas.
Por outro lado, a MetaReciclagem e toda a experimentação realizada nessa rede influenciou o desenvolvimento de grandes programas de inclusão digital, no governo federal, no estado de São Paulo e em algumas administrações municipais. A lista de discussão que concentra a maior parte da articulação da MetaReciclagem conta hoje com mais de 350 pessoas, e calcula-se que alguns milhares já passaram pelos diferentes cursos, oficinas e eventos desenvolvidos com essa perspectiva. Com o tempo aprendemos que na verdade os projetos de MetaReciclagem não se tratam de reciclagem de equipamentos, e sim remanufatura, re-significação ou reinvenção. Uma explicação
alternativa é que se trata de reciclagem "de pessoas", mas essa é uma interpretação mais romântica.
O que acontece com os computadores, ou resíduos eletroeletrônicos?
As diferentes ações de MetaReciclagem propõem diversos usos possíveis para as tecnologias, desde os mais estruturais – utilizar peças de computadores usados para criar espaços de acesso à internet – até aqueles com fins educativos ou experimentais. Algumas dessas iniciativas propõem um deslocamento do uso da tecnologia – propor desvios, usos não previstos pelo fabricante, explorar novas
possibilidades. O mais importante nas ações de MetaReciclagem não é a escala quantitativa, mas as possibilidades que o desconstruir da tecnologia traz em processos criativos, educacionais e de mobilização.
Estamos tratando em um nível que de certa forma é bastante abstrato, mas bastante fácil de apreender justamente por se tratarem de objetos físicos. Em relação à destinação dos resíduos depois dessas ações, não existe nenhuma determinação quanto a isso. Um dos planos futuros é construir uma estrutura online para gerenciar as doações e inventários dos diferentes esporos de MetaRecicagem, com indexação geográfica e acompanhamento de doações, o que facilitaria a agregação de esforços
para encaminhar os resíduos.
Sobre a questão ambiental
Existem várias considerações a se fazer em relação às diferentes variáveis ligadas à questão do e-waste. Eu não acho que exista uma posição absoluta, mas sim a necessidade de busca de equilíbrio. Desde que começamos a MetaReciclagem, nos posicionamos a favor de uma série de princípios – a apropriação de tecnologias, o uso de software livre, a criação de ambientes para o agenciamento de redes distribuídas de inovação, a busca de alternativas econômicas baseadas na livre circulação de informação, a publicação de conhecimento com base em licenciamento livre. Em paralelo a isso, também adotamos desde sempre uma postura crítica em relação à obsolescência programada, à transformação de ferramentas de comunicação em mero fetiche tecnológico e ao desperdício de recursos computacionais. Mas se é desperdício jogar tecnologia funcional ou semifuncional no lixo, por outro lado quanto mais antigo o equipamento, menor sua eficiência no aproveitamento de energia. Em outras palavras: computadores mais antigos tendem a gastar mais energia, e isso também deve ser levado em conta se estamos pensando na questão ambiental como um todo.
Autor:Felipe Fonseca é um dos fundadores da rede MetaReciclagem, que propõe a apropriação crítica de tecnologias de informação para a transformação social.
Fonte: http://efeefe.no-ip.org/blog
quarta-feira, 26 de março de 2008
terça-feira, 11 de março de 2008
Metareciclagem é isso.....no mínimo.....
Computadores doados por alguém que imaginava ser lixo, curiosidade de alguém em saber o que tem dentro da "caixa preta", reapropriação da tecnólogia por parte da comunidade, e , utilização de software livre para gerar conhecimento. A idéia vira:
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segunda-feira, 10 de março de 2008
Prefeito inaugura oficina de metareciclagem do programa Bairro Mais Feliz
O prefeito de Sorocaba inaugurou oficialmente, na ultima sexta-feira (07), a oficina de metareciclagem do Jardim Nova Esperança, em funcionamento desde novembro do ano passado. A atividade está inserida no programa Bairro Mais Feliz e tem como objetivo capacitar jovens para geração de renda.
Sob a coordenação da Secretaria de Relações do Trabalho (Sert), a oficina utiliza computadores fora de uso para que os alunos aprendam técnicas de montagem e manutenção das máquinas. Além do reaproveitamento do material, o curso está permitindo uma destinação adequada para o chamado lixo tecnológico, uma vez que entre as doações estão computadores com configurações ultrapassadas.
As aulas também proporcionam conhecimentos em instalação de software, montagem de laboratórios reciclados e criação artística na pintura personalizada dos computadores. Atualmente, participam do projeto 140 jovens, com as aulas sendo ministradas num galpão alugado na avenida Nove de Julho, 1066, na Vila Barão, próximo ao Jardim Nova Esperança.
Fonte: http://www.sorocaba.sp.gov.br/PortalGOV/do/noticias?op=viewForm&coConteudo=19116
Sob a coordenação da Secretaria de Relações do Trabalho (Sert), a oficina utiliza computadores fora de uso para que os alunos aprendam técnicas de montagem e manutenção das máquinas. Além do reaproveitamento do material, o curso está permitindo uma destinação adequada para o chamado lixo tecnológico, uma vez que entre as doações estão computadores com configurações ultrapassadas.
As aulas também proporcionam conhecimentos em instalação de software, montagem de laboratórios reciclados e criação artística na pintura personalizada dos computadores. Atualmente, participam do projeto 140 jovens, com as aulas sendo ministradas num galpão alugado na avenida Nove de Julho, 1066, na Vila Barão, próximo ao Jardim Nova Esperança.
Fonte: http://www.sorocaba.sp.gov.br/PortalGOV/do/noticias?op=viewForm&coConteudo=19116
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